EcoFlow lança o PowerOcean Plus no Brasil — e ele foi feito para a nossa rede

Entre os dias 25 e 27 de agosto de 2026, o Expo Center Norte, em São Paulo, recebeu a Intersolar South America — a maior feira de energia solar da América Latina. Foi lá que a EcoFlow apresentou ao mercado brasileiro o PowerOcean Plus, o produto mais robusto do portfólio da marca e uma mudança de categoria em relação a tudo que ela vendia por aqui até agora.

Se você acompanha a EcoFlow, provavelmente conhece as estações portáteis: aquele equipamento que vai para o camping, fica no canto da sala esperando o apagão, ou alimenta o home office quando a rua cai. O PowerOcean Plus não é isso. Ele é um sistema fixo, instalado na parede, ligado ao quadro de energia da casa — e conversa com os painéis solares do telhado.

Por que o lançamento aconteceu na Intersolar

A escolha do palco diz muito sobre o produto. A Intersolar não é uma feira de eletrônicos de consumo: é onde integradores, instaladores e distribuidores de energia solar se encontram. Lançar ali significa que o PowerOcean Plus não está mirando a prateleira do e-commerce — está mirando o projeto elétrico, o telhado com painéis e o profissional que dimensiona sistemas.

Vale o contexto: a série PowerOcean já soma mais de 57.000 instalações na Europa. Não é um produto experimental chegando ao Brasil, é uma linha madura sendo adaptada para a nossa realidade elétrica. E essa adaptação é a parte mais interessante da história.

Inversor EcoFlow PowerOcean Plus fixado na parede ao lado de duas torres de baterias LFP

Bivolt de fábrica: o detalhe que mais importa aqui

Quem já tentou instalar equipamento importado de energia no Brasil conhece o problema: a rede brasileira é uma bagunça. Dependendo da rua, você tem 127 V, 220 V, ou os dois. A solução comum é o transformador — mais uma caixa na parede, mais um ponto de falha, mais perda.

O PowerOcean Plus é bivolt nativo 127 V / 220 V, sem adaptadores. Isso não é um detalhe de ficha técnica: é a diferença entre um projeto limpo e uma gambiarra cara. Foi o tipo de decisão que só se toma quando o produto é desenvolvido pensando neste mercado, não apenas traduzido para ele.

Os números que interessam

  • Até 29,9 kW de saída contínua, em trifásico — potência de padrão residencial inteiro, ou de um comércio de pequeno porte.
  • Até 40 kW de entrada solar, distribuídos em até 4 strings, o que equivale a cerca de 200 m² de telhado aproveitados.
  • Comutação em 20 ms quando a rede cai, com porta de backup de 63 A e transferência automática.
  • Baterias LFP da geração OCEAN2, em módulos de 5 kWh e 3,3 kW, com mais de 10.000 ciclos.
  • De 5 kWh até 60 kWh por inversor — e até 180 kWh com três inversores em cascata.
  • IP65 e apenas 183 mm de profundidade, sem base apoiada no chão.

Um ponto sobre a montagem que costuma passar despercebido: os módulos de bateria se empilham sem cabo nenhum entre eles. Cada módulo se acopla mecanicamente no anterior. Para quem instala, isso significa menos conexão para dar problema; para quem compra, significa que crescer o sistema depois não é uma obra.

Casa com telhado de várias águas coberto de painéis solares, ao lado do inversor EcoFlow PowerOcean Plus

40 kW de entrada solar, e por que isso mudou de importância

Houve um tempo em que o excedente do seu telhado ia para a rede e voltava como crédito, praticamente na proporção de um para um. A Lei 14.300 mudou essa conta: a compensação foi reduzida gradualmente, e injetar na rede deixou de ser tão vantajoso quanto era.

A consequência prática é direta: guardar a própria geração passou a valer mais do que doá-la. É exatamente aí que um sistema com 40 kW de entrada solar e dezenas de kWh de armazenamento deixa de ser exagero e vira conta que fecha — ainda mais num cenário em que a conta de luz deve subir quase o dobro da inflação em 2026.

Aceitar até 4 strings também importa mais do que parece. Telhado brasileiro raramente é uma água só virada para o norte: são águas em orientações diferentes, com sombra em horários diferentes. Quatro strings independentes significam aproveitar o telhado que você tem, não o telhado ideal do catálogo.

Torres de baterias e inversor EcoFlow PowerOcean Plus sob chuva forte e raios, demonstrando a proteção IP65

E quando a rede cai

Aqui no Rio Grande do Sul a gente aprendeu do jeito difícil o que acontece quando a rede sai por dias. A EPORTH nasceu antes das enchentes de 2024 e foi reconstruída depois delas — então essa não é uma conversa abstrata para nós.

O PowerOcean Plus comuta em 20 ms, tem proteção IP66 contra chuva e poeira, e se conecta ao EcoFlow App, que hoje tem mais de 3,5 milhões de usuários e faz integração com a previsão do tempo: o sistema recebe alerta automático de tempestade e de risco de apagão, e pode carregar as baterias antes do evento. É a diferença entre reagir à queda e se preparar para ela.

Inversor e quatro torres de baterias EcoFlow PowerOcean Plus instalados na parede externa de um galpão comercial

Para quem é

Sendo honesto: não é para todo mundo, e nem deveria ser. O PowerOcean Plus faz sentido em três situações bem definidas.

  • Residência de alto consumo — casa com ar-condicionado em vários ambientes, piscina, bomba de calor, carro elétrico na garagem. O tipo de casa em que um nobreak comum é piada e um gerador a diesel é incômodo.
  • Comércio leve e pequenas instalações comerciais — escritórios, clínicas, galpões. Com até três inversores em cascata, o sistema cresce junto com a operação.
  • Quem já tem solar e quer parar de doar energia — o perfil que instalou painéis há alguns anos e hoje vê a compensação valer menos do que valia.

O ecossistema acompanha: o PowerPulse 2 (carregador para carro elétrico) e o PowerInsight 2 (monitor de energia da casa) conversam com o mesmo sistema.

Preço e disponibilidade

Aqui vamos ser diretos em vez de enrolar: o preço oficial no Brasil ainda não foi divulgado, e a EPORTH está organizando o primeiro lote. Não temos data fechada de entrega para anunciar, e preferimos dizer isso a inventar um prazo.

O que existe é uma lista de espera. Quem entra é avisado antes da abertura das vendas, recebe o valor e a condição de lançamento em primeira mão, e tem direito ao dimensionamento gratuito — que, num sistema desse porte, é a parte que realmente define se a conta fecha. Entrar na lista não gera compromisso de compra.

Montamos uma página só sobre o produto, com a ficha técnica completa, as configurações possíveis e o formulário da lista: conheça o EcoFlow PowerOcean Plus.


A EPORTH é revenda oficial EcoFlow no Brasil. As especificações acima são as divulgadas pela EcoFlow para a versão brasileira do PowerOcean Plus e podem ser ajustadas pelo fabricante até o início das vendas.

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